Eu sei que eu ainda vou precisar por um bom tempo das suas palavras e das tuas atitudes de amor. Eu acho, ou melhor, eu tenho certeza que são elas que estão me ajudando a afastar esses fantasmas que estão atormentando minhas noites todos os dias. Preciso de você porque sei que com você ao meu lado não há dor em meus pensamentos. Eu necessito desse amor que me falta, que falta tanto que se torna insuportável. Preciso pelo simples fato de tudo ainda me agoniar, me fazer lembrar, e claro, me fazer sofrer. E é nesse momento que eu não desejo as lembranças, elas estão repletas de lagrimas e faz tempo que eu já não sei o que é uma noite tranquila. Não queria dormir, nem sonhar, nem lembrar e muito menos queria que esses pesadelos voltassem mais um vez. O tempo faz com que tudo seja esquecido com o seu passar, porém ele tortura bastante até que a ferida que não para de machucar possa ser fechada totalmente.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Como eu queria poder ter a certeza de que todas as suas palavras são verdadeiras. De que toda essa sua certeza de um futuro melhor será realmente realidade. Queria acreditar que se um dia existisse a volta do nosso amor, que dessa vez fosse realmente para sempre. Não do modo que sempre foi, não o pra sempre de antes, eu sonho com um pra sempre de verdade. Que não fosse igual - se do jeito que era teve um fim tão trágico, repetir a maneira do amor seria um erro – que fosse diferente, com mais amor, mais ternura, mais carinho, mais atenção, com mais momentos que pudessem ser contados para os nossos netos. Inesquecível, esse era o tipo de amor que eu desejava para nós dois. Desejava, ou desejo, sei lá. Um amor de modo único, que não existisse outro igual no mundo, um amor de provocar a inveja alheia mas que fosse forte o bastante para suportar tudo o que existe de ruim, que fosse completo, como eu e você quando estamos juntos. Eu queria ter a certeza de que você nunca mais vai me machucar e que será fiel até o dia da minha morte. Mas é tão difícil crer nas coisas que você me diz. É tão difícil ver felicidade. Tá tão difícil. Viver é mais difícil do que eu achava que fosse.
Eu precisava desabafar, pront ;~
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. Para me dar força, escrevi no espelho do meu banheiro: "tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?" É o que estou tentando vivenciar. Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída. Nada é muito terrível. Só viver, não é? A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Ontem chorei.
Por tudo que fomos.
Por tudo o que não conseguimos ser.
Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido.
Pelo que queríamos que fosse e não foi.
Pela renúncia. Por valores não dados.
Por erros cometidos. Acertos não comemorados.
Palavras dissipadas. Versos brancos.
Chorei pela guerra cotidiana.
Pelas tentativas de sobrevivência.
Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado.
Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido.
Pelo respeito empoeirado em cima da estante.
Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa.
Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados.
Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa.
Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia.
Chorei.
Apronto agora os meus pés na estrada.
Ponho-me a caminhar sob sol e vento
x;
terça-feira, 20 de julho de 2010
Triste é não chorar. Sim, eu também chorei.. E não, não há nenhum remédio pra curar essa dor que ainda não passou mas vai passar! A dor que nos machucou. E não, não há nenhum relógio pra fazer voltar... O tempo voa! Eu não suporto ver você sofrer (...) E o que marcou, ficou. Se diferente eu fosse será que eu teria sido amado por você?Me pediste para ser sincera. Pediste que houvesse sempre compreensão entre nós. Pediste que não agisse de cabeça quente, que não tirasse conclusões sobre ti precipitadamente. Sabes o que fiz? Abri o meu coração. Te mostrei o meu mundo. Fui sincera, pois fui para ti algo que, ás vezes, nem sequer me atrevo a ser para mim. Te levei pelos caminhos encantados dos meus sonhos e te mostrei tudo aquilo que cabia no meu ser. Te apresentei os meus medos, as minhas fragilidades e até os meus fantasmas. Esperando sempre que, tal como eu, tu, com a tua tão grande compreensão (dizias tu) afugentasses tudo o que havia de errado e me tornasses uma pessoa melhor. Melhor... Para ti. Te mostrei o que sou, o que sonho, o que temo, o que vivo, o que penso. Te mostrei o que de mais frágil e puro existe em mim... Te abri a caixinha onde guardo a essência do meu ser e deixa assim. Aberta. Esperando que com as tuas mãos delicadas a conhecesses, a sentisses, a guardasses para ti. Quis acreditar no que via no teu olhar e no que o meu coração palpitava quando você me abraçava com força e fazia eu me sentir tão segura. Sim, eu fui sincera. Mas sei que também te compreendi. Ouvi as tuas histórias atenta aos teus movimentos, aos teus gestos, acabei as tuas frases quando não encontravas a palavra certa... Advinhei e antevi tudo o que você sentia. Tudo o que não dizia, mas querias dizer. Sei que também te compreendi porque os teus olhos passaram a ser bem mais sinceros que qualquer palavra tua que soasse no ar. Precipitada? Fechei os punhos com toda a minha força. Engoli à seco. E quantas noites! E quantas manhãs! Quantas tardes! Quantos momentos! Me odiei... Por ti. Por ti quis mudar e me senti fraca mesmo com toda a força de vontade, mesmo com toda a certeza do meu erro, mesmo com todo o meu amor por ti. Lutei e por você, pelos erros que me jogas-te na cara, dizendo: “Desculpas” para quê?, me fazendo acreditar que iria conseguir mudar... E eu me vendo cair... Ás vezes não conseguimos ir contra aquilo que somos. Eu me odeio. E tu sabes. E mesmo assim você fingi não ver. Se posso também pedir, talvez porque dei, então, peço-te que me faças sentir sempre segura. E que entre nós não hajam segredos ou meias-verdades, apenas uma sinceridade extrema.
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