quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Estamos com fome de amor...
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo, sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. O que temos visto por ai? Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicas, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer, mas... Chegam sozinhas e saem sozinhas... Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e... Sozinhos! Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível. E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo! Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem, necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama... Sexo de academia. Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas... Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega? Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção... Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!" Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza" ... Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodé, brega, famílias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados... Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado... "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor! Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais.
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou, mas que pode ser a mulher da sua vida. E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois?! Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele. E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?" Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado! O que, realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in... Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso. Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida" .. Por que ter medo de dizer isso, por que ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo"? Então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Eu sei que eu ainda vou precisar por um bom tempo das suas palavras e das tuas atitudes de amor. Eu acho, ou melhor, eu tenho certeza que são elas que estão me ajudando a afastar esses fantasmas que estão atormentando minhas noites todos os dias. Preciso de você porque sei que com você ao meu lado não há dor em meus pensamentos. Eu necessito desse amor que me falta, que falta tanto que se torna insuportável. Preciso pelo simples fato de tudo ainda me agoniar, me fazer lembrar, e claro, me fazer sofrer. E é nesse momento que eu não desejo as lembranças, elas estão repletas de lagrimas e faz tempo que eu já não sei o que é uma noite tranquila. Não queria dormir, nem sonhar, nem lembrar e muito menos queria que esses pesadelos voltassem mais um vez. O tempo faz com que tudo seja esquecido com o seu passar, porém ele tortura bastante até que a ferida que não para de machucar possa ser fechada totalmente.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Como eu queria poder ter a certeza de que todas as suas palavras são verdadeiras. De que toda essa sua certeza de um futuro melhor será realmente realidade. Queria acreditar que se um dia existisse a volta do nosso amor, que dessa vez fosse realmente para sempre. Não do modo que sempre foi, não o pra sempre de antes, eu sonho com um pra sempre de verdade. Que não fosse igual - se do jeito que era teve um fim tão trágico, repetir a maneira do amor seria um erro – que fosse diferente, com mais amor, mais ternura, mais carinho, mais atenção, com mais momentos que pudessem ser contados para os nossos netos. Inesquecível, esse era o tipo de amor que eu desejava para nós dois. Desejava, ou desejo, sei lá. Um amor de modo único, que não existisse outro igual no mundo, um amor de provocar a inveja alheia mas que fosse forte o bastante para suportar tudo o que existe de ruim, que fosse completo, como eu e você quando estamos juntos. Eu queria ter a certeza de que você nunca mais vai me machucar e que será fiel até o dia da minha morte. Mas é tão difícil crer nas coisas que você me diz. É tão difícil ver felicidade. Tá tão difícil. Viver é mais difícil do que eu achava que fosse.
Eu precisava desabafar, pront ;~
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. Para me dar força, escrevi no espelho do meu banheiro: "tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?" É o que estou tentando vivenciar. Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída. Nada é muito terrível. Só viver, não é? A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Ontem chorei.
Por tudo que fomos.
Por tudo o que não conseguimos ser.
Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido.
Pelo que queríamos que fosse e não foi.
Pela renúncia. Por valores não dados.
Por erros cometidos. Acertos não comemorados.
Palavras dissipadas. Versos brancos.
Chorei pela guerra cotidiana.
Pelas tentativas de sobrevivência.
Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado.
Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido.
Pelo respeito empoeirado em cima da estante.
Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa.
Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados.
Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa.
Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia.
Chorei.
Apronto agora os meus pés na estrada.
Ponho-me a caminhar sob sol e vento
x;
terça-feira, 20 de julho de 2010
Triste é não chorar. Sim, eu também chorei.. E não, não há nenhum remédio pra curar essa dor que ainda não passou mas vai passar! A dor que nos machucou. E não, não há nenhum relógio pra fazer voltar... O tempo voa! Eu não suporto ver você sofrer (...) E o que marcou, ficou. Se diferente eu fosse será que eu teria sido amado por você?
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